Todo resendense devia saber

Nossa História


Resende é um município brasileiro localizado no sudoeste do estado do Rio de Janeiro. Com uma população estimada em 131 341 habitantes (IBGE/2019)[4], é o vigésimo terceiro município mais populoso do estado (em 2012), concentrando cerca de 0,75% de sua população no referido ano, sendo o quarto município com mais habitantes da Mesorregião do Sul Fluminense, depois de Volta Redonda, Barra Mansa e Angra dos Reis.

Apresenta o terceiro maior PIB (em 2011) e o segundo melhor IDH entre os municípios da região do sul fluminense (em 2010), e o décimo quinto maior PIB e o quinto mais alto IDH entre os demais municípios do estado. De fato, em 2011, o PIB do município foi estimado em R$5.62 bilhões, o 107° maior PIB municipal do Brasil no mesmo ano. E seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), em 2010, de acordo com a PNUD, alcançou o patamar de 0.768 (66.3% da população adulta possuía ensino fundamental completo naquele ano, com uma expectativa de vida média de 75,3 anos de vida e renda per capita de R$915,21)[7], classificado como "elevado" pela entidade e sendo posicionado como o 249° município com melhor IDH do Brasil naquele ano.
Seu território faz divisa com os estados de São Paulo e Minas Gerais, além de outros municípios fluminenses ao lado citados. Historicamente, é uma das cidades mais valiosas do Brasil, remanescente da época do Brasil Colônia. É, com efeito, o município mais antigo de sua região. Entre os séculos XIX e XX, das terras que originalmente compunham Resende, formaram-se os demais municípios do Vale do Paraíba Fluminense. Resende é um importante polo industrial, automotivo, metalúrgico, de energia nuclear, turístico e sede do segundo maior complexo militar do mundo e maior da América Latina a Academia Militar das Agulhas Negras, a única na formação de oficiais combatentes do exército no país, cuja área total é de 67 km². Resende tem importância nacional e é conhecida internacionalmente por abrigar a Fábrica de Combustível Nuclear, complexo das Indústrias Nucleares do Brasil, única capaz de promover o enriquecimento de urânio no país.
Se estende por uma área de mais de mil quilômetros quadrados, dista cerca de 146 quilômetros da capital estadual, Rio de Janeiro, e apresenta um clima tropical, clima esse ligeiramente suavizado pela altitude de 407 metros acima do nível do mar.
 

Centro Histórico de Resende
O Centro Histórico de Resende possui diversos casarões, praças, pontes e igrejas do século XIX. O mais bem conservado,[carece de fontes] entre todos os prédios históricos do município, é a Fazenda do Castelo, localizada na área urbana. Concluída em 1835, em estilo neo-romântico, com 26 cômodos e 650 m² de área construída, foi sede de uma fazenda de café com mais de mil alqueires de extensão.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em 12 de maio de 1747 e foi inaugurada em 1813. Sofreu algumas reformas, mas ainda conserva em seu acervo algumas peças da época de sua construção. Há uma imagem de Santana e Nossa Senhora Menina em madeira e de tamanho natural.

A Ponte Nilo Peçanha, construída entre 1902 e inaugurada em 1905, atualmente é usada para a travessia de pedestres sobre o Rio Paraíba do Sul. É uma ponte de estrutura metálica pré-fabricada, importada da Bélgica. Forma, hoje, em conjunto com a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, um marco da cidade.

 

Dois séculos de história

Os primeiros habitantes de Resende, antes da chegada do homem branco, eram os índios Puris, termo que em português quer dizer 'gente tímida e mansa'. Eram nômades e viviam da caça, da pesca e da agricultura primária. Eles acampavam ora às margens do Rio Paraíba, ora na região alta da Serra da Mantiqueira, onde colhiam pinhões quando a caça ficava escassa.

As terras do atual município de Resende se tornaram conhecidas no Século XVIII, quando a febre do ouro e dos diamantes possibilitou o desbravamento dos atuais Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais.

1744

O coronel paulista Simão da Cunha Gago obteve licença para desbravar a região à procura de ouro e pedras preciosas, armando acampamento numa colina que avançava sobre o Rio Paraíba, onde hoje é o bairro Montese e onde foi erguido um altar onde foram rezadas as primeiras missas. Mais tarde, o acampamento foi transferido para o outro lado do rio e a este lugar deu-se o nome de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova, o primeiro nome do futuro município de Resende.

1756

O povoado é elevado à categoria de Freguesia.

1801No dia 29 de setembro de 1801, o povoado passa a ser considerado Vila de Resende. A mudança do nome é uma homenagem ao Conde de Resende, que era o Vice-Rei do Brasil naquela época. Para marcar a elevação de Povoado à Vila foi construído na atual Praça do Centenário um Pelourinho (monumento que tem uma bola de cera no alto e que era o símbolo obrigatório das Vilas). Naquela época, Resende tinha apenas 4.000 habitantes e foram eleitos então os primeiros vereadores. Não havia prefeito e o vereador mais votado era o presidente da Câmara e também a autoridade responsável pelo cumprimento das leis.

1821

Foi construída a primeira ponte de madeira sobre o Rio Paraíba, mas ela foi destruída pela enchente de 1833. Depois, outra ponte de madeira foi feita durando até o fim do Século XIX, e em 1905 é inaugurada uma ponte de ferro, a Ponte Nilo Peçanha (Ponte Velha) que resiste ao tempo e até hoje é uma testemunha da nossa história.

1840

O café já constituía a grande riqueza: os lavradores passaram a fazendeiros e começaram a constituir sobrados na Vila. O primeiro deles foi o de D. Benedita Gonçalves Martins, conhecida como a Rainha do Café, na Praça da Matriz, esquina com a rua XV de Novembro.

1848

Em franco desenvolvimento por causa do plantio do café, no dia 13 de julho Resende finalmente deixa de ser uma simples Vila para ser elevada à cidade. A população naquela época era de cerca de 19 mil pessoas, sendo 9.814 livres e 8.663 escravos. O município era dividido em seis distritos: Cidade, Campos Elíseos, Bom Jesus de Sant'Ana dos Tocos (submerso pela represa do Funil), Boa Vista (hoje Engenheiro Passos), Santo Antônio da Vargem Grande e São Vicente Ferrer (hoje Fumaça). Nesta época o café era levado para o Porto de Angra dos Reis no lombo de burros, demorando cerca de oito dias nesse percurso e no mesmo período teve início a navegação pelo Rio Paraíba. Mais de 60 barcas levavam o café dos armazéns de Sant'Ana dos Tocos, de Campo Belo (hoje Itatiaia) e de Resende até Barra do Piraí, onde era feita a baldeação para os trens da Estrada de Ferro D. Pedro II, atual Central do Brasil.

1850

Com a proibição do tráfico de escravos e o consequente encarecimento de mão de obra, a expansão dos cafezais passou a se fazer a custos crescentes. A mão de obra antes usada nas lavouras de subsistência é retirada e concentrada no plantio e colheita do café, levando à escassez e ao encarecimento dos alimentos, que passavam a ser adquiridos fora da fazenda. Assim, uma parte dos custos que antes era não monetária (o escravo produzia sua própria alimentação), transformou-se em desembolso monetário com a compra de gêneros alimentícios.

1862

Foi construída a ponte ferroviária do Surubi, existente ainda hoje.

1870

A terra, utilizada à exaustão, torna-se improdutiva. No final desta década, vários cafeicultores transferem-se para o Oeste Paulista (hoje região de Ribeirão Preto e adjacências), onde as vantagens de um solo virgem a baixo preço estimulavam o risco. O êxodo resendense com destino ao novo Eldorado do café foi, inclusive, responsável pela queda populacional verificada no final do século XIX.

Emigrantes de Minas Gerais vieram estabelecer-se em Resende, atraídos pelos baixos preços das terras dos cafezais abandonados, onde passaram a colocar seu gado. Era o início da pecuária, atividade econômica que viria a substituir o café. No início do século XX, Resende já aparece como responsável por um terço da produção leiteira do Estado do Rio de Janeiro e como segundo produtor de manteiga e queijo.

1873

Os trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II chegaram aqui neste ano, o que acabou, em pouco tempo, com a navegação no Rio Paraíba. A riqueza gerada pelo café não se apresentava apenas nos aspectos materiais, como as novas edificações urbanas, mas influenciou diretamente os costumes e ideias, deixando para trás a rusticidade dos tempos de pioneirismo para gerar uma nova mentalidade e estilo de vida. A aristocracia local passa a importar a seda e a porcelana europeias, bem como preceptores que ensinavam inglês e francês aos filhos dos fazendeiros que iriam, depois, estudar no exterior.

1912

É escolhido o primeiro prefeito, que passa a atuar a partir de 1913. Uma curiosidade desta época é o tamanho da Vila de Resende, que ia da fronteira de São Paulo até pouco antes da Serra das Araras, além de fazer limite com Angra dos Reis e com Minas Gerais. Era terra a perder de vista!

Com o passar dos anos e com a criação de outras vilas, no entanto, Resende foi perdendo grande parte de seu território.

1912Indústrias começaram a ser instaladas em Resende na primeira metade do século XX, e, em 1940, a Academia Militar das Agulhas Negras é implantada na cidade. Mais tarde, a construção da Rodovia Presidente Dutra facilita o acesso e a comunicação entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, além de outros grandes centros.

Dias

atuais

Considerada uma das cidades que mais cresce no Estado do Rio, Resende é hoje um município com vocação industrial que atrai a atenção de investidores e empresas de diversas partes do Brasil e do mundo pelas possibilidades que oferece. A principal delas é a sua localização e sua infraestrutura que, aliadas à qualidade de vida dos moradores, transformam Resende num município diferenciado, um município cujo maior patrimônio é o seu povo. Fonte Wikipedia

José Luís de Castro (Conde de Resende).

O desenvolvimento do lugar foi rápido, devido a fatores como estar a meio caminho entre Rio de Janeiro e São Paulo, além da proximidade com a capitania de Minas Gerais.

Rapidamente, já possuía fábricas de anil, açúcar e plantações variadas. Em 1770, trouxeram-se as primeiras mudas de café, que teve seu plantio incentivado no local. No dia 29 de setembro de 1801, foi instalada a vila de Resende, por ato do 13º vice-Rei e segundo conde de Resende, general José Luís de Castro.

O município cresceu em torno da cultura do café. O ciclo do café teve ali o seu início e viria a se tornar a base da economia do município. Fontes históricas afirmam que, em 1810, toda a área de Resende se encontrava coberta por cafezais, sendo, nos anos seguintes, o maior centro produtor do Vale do Paraíba e polo irradiador de onde as plantações se expandiram para São Paulo e Minas Gerais e, depois, para o Paraná e o Espírito Santo.

É bom lembrar, entretanto, que o território de Resende, no passado, era muito mais extenso, ocupando todo o Vale do Paraíba Fluminense.

Em 1848, o município elevou seu status de vila a cidade. Por volta de 1850, houve a crise do café, o que fez com que, com o tempo, as fazendas diversificassem a sua produção.

Em 1943, instalou-se, no município, a Academia Militar das Agulhas Negras, a instituição militar que forma oficiais para o Exército Brasileiro.
Vista de Resende. Arquivo Nacional.

Desde o início do século XX, grandes indústrias têm se instalado em Resende. A partir da década de 1990, têm se instalado, no município e proximidades, grandes montadoras de automóveis. Todos esses fatores tornaram o município um dos mais importantes do estado do Rio de Janeiro.

Resende é a capital da Região das Agulhas Negras. A região é conhecida nacionalmente e internacionalmente pelos seus relevos montanhosos, cachoeiras, rios cristalinos, fauna e flora. A região das Agulhas Negras conta com cerca de 345 hotéis e 4 mil acomodações. A região é o segundo polo turístico mais visitado do estado do Rio de Janeiro, perdendo apenas para a capital

 

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